No Ceará, já foram registrados nove casos da doença, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). O número, embora ainda considerado baixo, integra um cenário de expansão da esporotricose no Nordeste, exigindo atenção redobrada da população e dos serviços de saúde.
A doença é causada pelo fungo Sporothrix schenckii e se manifesta, principalmente, por lesões na pele, que podem evoluir e atingir também as mucosas oral e ocular. Em muitos casos, as feridas começam como pequenos nódulos e podem se espalhar ao longo dos vasos linfáticos se não houver tratamento adequado.
A principal forma de transmissão ocorre por meio de arranhões e mordidas de gatos domésticos infectados, o que caracteriza a esporotricose como uma zoonose doença transmitida de animais para humanos. Gatos em situação de rua ou sem acompanhamento veterinário são os principais vetores da infecção.
Casos mais graves tendem a ocorrer em pessoas com o sistema imunológico comprometido, como pacientes com doenças crônicas, em tratamento oncológico ou vivendo com HIV. Nesses grupos, a infecção pode evoluir de forma mais agressiva e exigir tratamento prolongado.
As autoridades de saúde reforçam a importância de não abandonar animais doentes, evitar contato direto com lesões suspeitas em gatos e buscar atendimento médico ou veterinário ao primeiro sinal da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e conter a disseminação.
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