Arranhões de gatos podem transmitir esporotricose ceará confirma novos casos




 A esporotricose, considerada a micose subcutânea mais prevalente no mundo, segue em avanço no Brasil  país que lidera o número de casos da doença em nível global. O crescimento preocupa autoridades de saúde, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais, onde as condições climáticas favorecem a disseminação do fungo.

No Ceará, já foram registrados nove casos da doença, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). O número, embora ainda considerado baixo, integra um cenário de expansão da esporotricose no Nordeste, exigindo atenção redobrada da população e dos serviços de saúde.

A doença é causada pelo fungo Sporothrix schenckii e se manifesta, principalmente, por lesões na pele, que podem evoluir e atingir também as mucosas oral e ocular. Em muitos casos, as feridas começam como pequenos nódulos e podem se espalhar ao longo dos vasos linfáticos se não houver tratamento adequado.

A principal forma de transmissão ocorre por meio de arranhões e mordidas de gatos domésticos infectados, o que caracteriza a esporotricose como uma zoonose  doença transmitida de animais para humanos. Gatos em situação de rua ou sem acompanhamento veterinário são os principais vetores da infecção.

Casos mais graves tendem a ocorrer em pessoas com o sistema imunológico comprometido, como pacientes com doenças crônicas, em tratamento oncológico ou vivendo com HIV. Nesses grupos, a infecção pode evoluir de forma mais agressiva e exigir tratamento prolongado.

As autoridades de saúde reforçam a importância de não abandonar animais doentes, evitar contato direto com lesões suspeitas em gatos e buscar atendimento médico ou veterinário ao primeiro sinal da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e conter a disseminação.


DDC

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