Professores terão que trabalhar mais: idade mínima para aposentadoria sobe a partir de 2026

 


A partir de 2026, professores e professoras da educação básica em todo o país passarão a enfrentar novas regras para aposentadoria, com aumento gradual da idade mínima exigida. A mudança faz parte do processo de transição da Reforma da Previdência e tem gerado debates, preocupações e críticas por parte da categoria.

 O que muda na prática

Pelas regras atuais de transição, a idade mínima para aposentadoria dos professores aumenta ano a ano, até alcançar o patamar definitivo previsto em lei.
A partir de 2026, os critérios ficam mais rígidos, exigindo mais tempo em sala de aula e maior idade para ter acesso ao benefício integral.

  • Professoras: idade mínima sobe gradualmente até chegar a 57 anos

  • Professores: idade mínima avança até 60 anos

  • Além da idade, permanece a exigência de tempo mínimo de contribuição exclusivamente no magistério

 Categoria reage com preocupação

Sindicatos e entidades representativas alertam que o aumento da idade desconsidera a realidade do trabalho docente, marcado por jornadas exaustivas, adoecimento físico e mental e falta de valorização profissional.

Para muitos educadores, a mudança significa permanecer mais tempo em atividade, mesmo diante de condições adversas nas escolas públicas, especialmente nas regiões mais carentes do país.

Especialistas em previdência defendem que as mudanças visam equilibrar as contas públicas. Já professores argumentam que a educação deveria receber tratamento diferenciado, reconhecendo o desgaste natural da profissão.

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