Homem confessa ter encomendado morte do pai em Mauriti, diz polícia
O caso do homem assassinado nesta segunda-feira (25), no município de Mauriti, ganhou uma reviravolta e deixou de ser tratado como homicídio ou latrocínio. Segundo as investigações, trata-se de um caso de parricídio, quando o próprio filho é apontado como mandante da morte do pai.
De acordo com informações preliminares, Antonio trabalhava vendendo produtos de limpeza ao lado do filho e ambos seguiam em um veículo quando foram interceptados por dois homens encapuzados, que estavam em uma caminhonete Fiat Strada branca. Os suspeitos anunciaram um assalto, recolheram pertences das vítimas e, em seguida, efetuaram disparos contra o idoso, que morreu ainda no local.
Inicialmente, surgiram informações de que Antonio seria testemunha de um homicídio ocorrido no mês passado no município de Parambu, onde residia. Além disso, ele teria sido alvo de um atentado a bala na cidade e, por segurança, decidiu se mudar para Milagres, passando a morar com o filho Francisco Ítalo Cezar de Oliveira, de 45 anos, no Conjunto da Chesf, no Bairro Eucaliptos.
No entanto, durante as investigações, a polícia passou a desconfiar de que o suposto latrocínio poderia ter sido planejado. Após diligências, equipes do RAIO estiveram, por volta das 21h, na residência de Ítalo, em Milagres. Segundo a polícia, ele confessou ter encomendado a morte do próprio pai, alegando desentendimentos familiares e afirmando que teria agido “para não morrer”.
Ainda conforme o relato, Ítalo teria acertado o pagamento de R$ 3 mil aos executores, valor que seria quitado após o velório e sepultamento da vítima. Ele também teria combinado levar o pai ao Sítio São Sebastião, em Mauriti, onde o crime ocorreu, além de orientar que fosse simulada uma situação de assalto para despistar as investigações.
Após receber voz de prisão, Ítalo acompanhou os policiais até a residência de José Rômulo de Sousa Vasques, de 37 anos, conhecido como “Dedé de Alcides”, apontado como autor dos disparos, mas ele não foi localizado.
Em seguida, os militares seguiram até a casa de Cícero Moreira de Sousa, de 42 anos, no Sítio Marcela, também em Mauriti. Em frente ao imóvel, os policiais encontraram a Fiat Strada branca que teria sido utilizada na ação criminosa.
DDC
