Feminicídios seguem em alta no Brasil e reforçam alerta para a violência contra a mulher em 2026
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, o país registrou 1.571 feminicídios em 2025, o equivalente a uma média superior a quatro mulheres assassinadas por dia. O levantamento também contabilizou 4.189 tentativas de feminicídio, revelando que, para cada mulher morta, outras três sobreviveram a ataques motivados pela violência de gênero.
Os dados mostram que a maioria dos crimes continua ocorrendo dentro de casa e é praticada por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Mulheres negras e jovens seguem sendo as principais vítimas, evidenciando que a violência doméstica permanece como o principal ambiente onde esses crimes acontecem.
No Ceará, o problema também exige atenção. Segundo o Mapa da Segurança Pública 2026, o estado registrou 52 feminicídios em 2025. Embora apresente uma das menores taxas proporcionais do país, o número demonstra que a violência contra a mulher continua fazendo vítimas e reforça a necessidade de ampliar as políticas de prevenção e proteção.
Especialistas avaliam que o crescimento dos feminicídios evidencia que apenas o endurecimento das leis não tem sido suficiente para conter esse tipo de crime. O fortalecimento da rede de atendimento às vítimas, a fiscalização das medidas protetivas, a ampliação das delegacias especializadas e ações de conscientização são apontados como medidas fundamentais para reduzir os casos.
Outro dado que preocupa é que parte das mulheres assassinadas já havia denunciado os agressores ou possuía medidas protetivas concedidas pela Justiça. Isso reforça a necessidade de respostas mais rápidas dos órgãos de segurança e de mecanismos mais eficazes para impedir que ameaças evoluam para crimes fatais.
Os números divulgados em 2026 revelam que o feminicídio permanece como uma grave realidade brasileira. Apesar dos avanços na legislação e das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, o país ainda convive com índices elevados, tornando urgente o fortalecimento das ações de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores.
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