![]() |
| Foto: Reprodução |
O montante total da condenação é de R$ 84,3 milhões. Do valor já depositado, pouco mais de R$ 75 milhões correspondem diretamente à indenização do clube, enquanto cerca de R$ 10 milhões são destinados ao pagamento de honorários sucumbenciais dos advogados que atuaram no caso. Diante do pagamento parcial, a defesa do Verdão do Cariri deve recorrer à Justiça para solicitar a quitação do valor restante.
Como esta quarta-feira, dia 17, foi considerada ponto facultativo no Rio de Janeiro, os advogados do Icasa devem procurar o Judiciário nesta quinta-feira, dia 18, para requerer o pagamento integral da dívida. O cenário, no entanto, pode atrasar os desdobramentos finais, já que o Judiciário entra em recesso a partir do dia 20 de dezembro, com retorno previsto apenas para janeiro de 2026.
Segundo apuração da rádio O POVO CBN Cariri, os recursos recebidos pelo clube deverão ser investidos principalmente na estrutura física. Entre as prioridades estão melhorias no Centro de Treinamento Praxedão, com reformas nos vestiários, no departamento médico e a troca do gramado. O investimento também deve fortalecer o Icasa para a disputa da Série B do Campeonato Cearense de 2026.
O presidente do clube, Celso Pontes, informou ao repórter Yago Pontes (@pontesyago) que, por enquanto, não irá se pronunciar sobre o andamento do processo. Questionado sobre as pendências trabalhistas do Verdão, o dirigente afirmou que ainda não há um valor definido.
“Só quando a Justiça pagar todos os valores é que iremos saber a dívida. Todo dia entra um novo processo, por isso não temos um valor real”, declarou.
A ação judicial teve início ainda em 2013, quando o Icasa acusou o Figueirense de escalar um jogador de forma irregular durante a Série B. Naquele campeonato, apenas um ponto separou as duas equipes, garantindo ao clube catarinense o acesso à elite do futebol brasileiro.
Embora tenha reconhecido a falha como organizadora da competição, a CBF recorreu da decisão judicial por anos, o que adiou o pagamento da indenização por mais de uma década. Agora, 12 anos depois, o caso começa, finalmente, a ter um desfecho financeiro para o Verdão do Cariri.
DDC
.jpg)